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Equipe formada por pesquisadores da UFRPE e UFG descobre novo gênero endêmico do Nordeste brasileiro, e desperta para preservação da vegetação da margem do rio São Francisco

Equipe formada por pesquisadores da UFRPE e UFG descobre novo gênero endêmico do Nordeste brasileiro, e desperta para preservação da vegetação da margem do rio São Francisco

Gradyana franciscana S.M. Athiê-Souza, A.L. Melo & M.F. Sales (Fotos dos autores)

          A pós-doutoranda do programa de Pós-graduação em Botânica (PPGB) da UFRPE, Dra. Sarah Maria Athiê de Souza, publicou juntamente com o prof. André Laurênio de Melo (UAST/UFRPE), prof. Marcos José da Silva (UFG), Dra. Luciana dos Santos Dias de Oliveira e a profa. Margareth Sales (UFRPE), um novo gênero monotípico, endêmico do Nordeste brasileiro, pertencente à família Euphorbiaceae. 

          O trabalho é um dos resultados da sua tese de doutorado intitulada “Estudos taxonômicos e micromorfológicos de Stillingia Garden ex L. (Hippomaneae, Euphorbiaceae)” orientada pela professora Margareth Ferreira de Sales e, publicado em agosto de 2015 em um importante periódico chamado Systematic Botany com o título “Gradyana (Euphorbiaceae): A New Genus from Northeastern Brazil” (v. 40 (2): 527-533).

A espécie nova Gradyana franciscana S.M. Athiê-Souza, A.L. Melo & M.F. Sales foi descoberta na região de Xingó, nos Estados de Alagoas e Sergipe, ocorrendo às margens do rio São Francisco. Foi primeiramente coletada em 1999 e, erroneamente identificada como outro gênero da família. Durante a revisão do gênero Stillingia, foram encontrados espécimes depositados nos herbários do IPA, PEUFR e UFP e realizadas coletas na região de ocorrência, constatando-se que se tratava de uma nova espécie a qual não se enquadrava em nenhum dos gêneros previamente descritos para a família.

Segundo a Dra. Sarah Athiê-Souza, até o presente momento, não há registros de Gradyana para outras regiões do Brasil e, de acordo com os critérios estabelecidos pela lista vermelha da IUCN (IUCN 2010), G. franciscana é considerada ameaçada já que ocorre em uma área inferior a 5.000 km2 e é conhecida apenas para duas localidades. Adicionalmente, as áreas de ocorrência desse táxon sofrem alta pressão antropogênica devido a especulação imobiliária, a embarcações e banhistas, que frequentam as margens do rio e visivelmente danificam a vegetação ali existente.

 

Referência: IUCN. 2010. The IUCN red list of threatened species, version 2010.4. Cambridge, U. K., and Gland, Switzerland: IUCN. Available from: http://www.iucnredlist.org/ (accessed: May 2014).